RAVEL
09.11.2012.Pelo compositor:
"O compositor deve situar-se diante de uma obra-prima como um plagiário no Louvre diante de um Ticiano; ou como um pintor paisagista diante da natureza. Devemos começar aprendendo o métier dos outros, pois nem uma vida inteira é suficiente para aperfeiçoarmos o nosso."
Em uma entrevista ao jornal inglês The Music Leader, de 1922, Ravel dá outra pista que ajuda a esclarecer seu credo artístico:
"A música que se faz na França hoje é bem mais simples do que a de Wagner, a de seus seguidores, ou a de seu maior discípulo, Richard Strauss. Não tem as formas gigantescas de Beethoven ou Wagner, mas possui uma sensibilidade que nenhuma outra escola tem. Suas maiores qualidades são clareza e ordem. E é musicalmente muito rica. Há mais substância em L'Après-Midi d'un Faune, de Debussy, do que na maravilhosa Nona Sinfonia, de Beethoven. Os compositores franceses atuais trabalham com telas pequenas, mas cada pincelada é vital."
Quem nunca ouviu seu Bolero? Pois foi o único compositor no século 20 a emplacar uma melodia no seletíssimo clube das mais arrebatadas, célebres e populares de toda a história. Rivaliza em sua popularidade com as batidas do Destino da Quinta Sinfonia, como de igual As Quatro Estações de Vivaldi.
Entre suas outras obras, as mais famosas: Alborada del Gracioso, Shéhérazade, Rapsódia Espanhola, Valsas Nobres e Sentimentais e Daphnis et Chloé.
Suas origens: pai suíço, mãe basca. Seu mudou para Paris com três meses de idade, em 1878. Dos 30 anos em diante, visitava todo ano sua Ciboure natal, nos Pirineus Atlânticos, divisa com a Espanha e era apaixonado pelo medieval jogo da pelota basca.
Curiosidades:
Maurice Ravel sofreu muito por causa do fígado mirrado (1,57 m de altura e 54 kg, que encolheram para 45 kg na última década da vida).
Possuía um enorme nariz aquilino e brilhavam dois olhos cheios de inteligência, conforme cita Léon-Paul Fargue.
Reagia enfurecido quando o chamavam de baixinho!
Inventava moda. Foi dos primeiros na França a se vestir todo de branco e também a usar camisas de tom pastel. As gravatas são um capítulo à parte. Conta-se que levou 75 delas, 20 pares de sapatos e 25 pijamas em sua turnê pelos Estados Unidos, em 1928.
Fumante inveterado, fumava feito o diabo. Chegava a sair no meio dos espetáculos para um "cigarrinho salva-vidas".
Glutão à mesa; bem mais que gourmet. Um verdadeiro sibarita (quem tem desejos excessivos de luxos e prazeres). Se destacava pelo consumo em quantidades industriais de picles, pimenta, mostarda e outros condimentos. Também adorava pratos exóticos, sobretudo os orientais.
Colecionador compulsivo. Objetos mecânicos, como caixinhas de música e rouxinóis batendo asas e cantando.
Possuía insônia crônica, o que o levava a passear pelos bosques e por seu jardim japonês, uma de suas muitas paixões.
Indico para audição, logicamente seu Bolero. Vale também Daphnis et Chloé, Suíte nº 2. No Youtube é possível ouvir mais de 100 composições de Ravel.
Afetado em outubro de 1932, num acidente de táxi em Paris, onde sofreu vários ferimentos, aparentemente sem gravidade, mas que, no verão seguinte apresentou-lhe problemas de coordenação motora. Era a afasia, incapacidade para expressar pensamentos em palavras.
Falecido às 3:30 de 28 de dezembro de 1937 depois de uma operação em que se procurava um tumor em seu cérebro.
Em uma entrevista ao jornal inglês The Music Leader, de 1922, Ravel dá outra pista que ajuda a esclarecer seu credo artístico:
"A música que se faz na França hoje é bem mais simples do que a de Wagner, a de seus seguidores, ou a de seu maior discípulo, Richard Strauss. Não tem as formas gigantescas de Beethoven ou Wagner, mas possui uma sensibilidade que nenhuma outra escola tem. Suas maiores qualidades são clareza e ordem. E é musicalmente muito rica. Há mais substância em L'Après-Midi d'un Faune, de Debussy, do que na maravilhosa Nona Sinfonia, de Beethoven. Os compositores franceses atuais trabalham com telas pequenas, mas cada pincelada é vital."
Quem nunca ouviu seu Bolero? Pois foi o único compositor no século 20 a emplacar uma melodia no seletíssimo clube das mais arrebatadas, célebres e populares de toda a história. Rivaliza em sua popularidade com as batidas do Destino da Quinta Sinfonia, como de igual As Quatro Estações de Vivaldi.
Entre suas outras obras, as mais famosas: Alborada del Gracioso, Shéhérazade, Rapsódia Espanhola, Valsas Nobres e Sentimentais e Daphnis et Chloé.
Suas origens: pai suíço, mãe basca. Seu mudou para Paris com três meses de idade, em 1878. Dos 30 anos em diante, visitava todo ano sua Ciboure natal, nos Pirineus Atlânticos, divisa com a Espanha e era apaixonado pelo medieval jogo da pelota basca.
Curiosidades:
Maurice Ravel sofreu muito por causa do fígado mirrado (1,57 m de altura e 54 kg, que encolheram para 45 kg na última década da vida).
Possuía um enorme nariz aquilino e brilhavam dois olhos cheios de inteligência, conforme cita Léon-Paul Fargue.
Reagia enfurecido quando o chamavam de baixinho!
Inventava moda. Foi dos primeiros na França a se vestir todo de branco e também a usar camisas de tom pastel. As gravatas são um capítulo à parte. Conta-se que levou 75 delas, 20 pares de sapatos e 25 pijamas em sua turnê pelos Estados Unidos, em 1928.
Fumante inveterado, fumava feito o diabo. Chegava a sair no meio dos espetáculos para um "cigarrinho salva-vidas".
Glutão à mesa; bem mais que gourmet. Um verdadeiro sibarita (quem tem desejos excessivos de luxos e prazeres). Se destacava pelo consumo em quantidades industriais de picles, pimenta, mostarda e outros condimentos. Também adorava pratos exóticos, sobretudo os orientais.
Colecionador compulsivo. Objetos mecânicos, como caixinhas de música e rouxinóis batendo asas e cantando.
Possuía insônia crônica, o que o levava a passear pelos bosques e por seu jardim japonês, uma de suas muitas paixões.
Indico para audição, logicamente seu Bolero. Vale também Daphnis et Chloé, Suíte nº 2. No Youtube é possível ouvir mais de 100 composições de Ravel.
Afetado em outubro de 1932, num acidente de táxi em Paris, onde sofreu vários ferimentos, aparentemente sem gravidade, mas que, no verão seguinte apresentou-lhe problemas de coordenação motora. Era a afasia, incapacidade para expressar pensamentos em palavras.
Falecido às 3:30 de 28 de dezembro de 1937 depois de uma operação em que se procurava um tumor em seu cérebro.
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