08.10.93.
Meu poema é assim
Fora de época, banal
Esqueci que não mais se ama
Se fica por um dia
Se fica tudo distante
Meu poema é assim
Dilema puro; recalcitrante
Noturnidade adolescentemente madura
Opinião obscura
Prazer das horas parcas
Noites ocas, frias, vazias
Distúrbio no subúrbio
Canto inútil, voz rouca
Praça Seca, Largo do Arouche
São Paulo ou São Sebastião
A toda época, repetição
Em qualquer canto ou hora
Fora de época o é agora
Estilo pobre de amor nobre
Poemas escrever banais
Eis um dos tais
Mais duzentos jamais
Quero ser são!
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