Estôfo
Acabrunha
Bálsamo
Cheiro tua roupa limpa
Teu orelha sólida
Teu Luna plena e minguante
Escravo de minha consciência
Volto-me
Para quase o mais amargo cálice
Mas não
Não!
Não existe cálice mais amargo que o remorso
O tempo foge à lei
A lei é látega à consciência
Sua ação é cátedra
Minha poesia, retrógada
O tempo, loucura
Minha roupa é rara habilidade
Cubro-te no cortante dos ventos fortalecenses
Mando-te beijo por tua arte
Insofismo qualquer virtude santa
Amo-te por sua poesia
E pronto
Assim como se atravessa um rio
Amo-te como quem namora
Dou-te meu falho assobio
Luna, plena Luna
Minguante ou crescente
Irregular somos todos
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