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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Luna Plena


06.12.2012.




Estôfo
Acabrunha
Bálsamo

Cheiro tua roupa limpa
Teu orelha sólida
Teu Luna plena e minguante

Escravo de minha consciência
Volto-me
Para quase o mais amargo cálice

Mas não

Não!

Não existe cálice mais amargo que o remorso

O tempo foge à lei
A lei é látega à consciência

Sua ação é cátedra
Minha poesia, retrógada
O tempo, loucura

Minha roupa é rara habilidade
Cubro-te no cortante dos ventos fortalecenses
Mando-te beijo por tua arte
Insofismo qualquer virtude santa
Amo-te por sua poesia
E pronto
Assim como se atravessa um rio
Amo-te como quem namora

Dou-te meu falho assobio

Luna, plena Luna
Minguante ou crescente
Irregular somos todos

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