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quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

HIPÉRBATO


15.09.2008.
 

 
 

Que devo, futuro esperar?
Lábios do frio que tremelicam?
Ensopado corpo do ardente Sol?
A névoa, o zênite, a bruma?
 
Quando muda no presente tal porvir?
Passado deixa em que futuro existir?
 
Pouco anoitecendo
Agora importaria
Enxergam caminho apressado
Meus pés num outro dia
 
Dança que nunca soube, tocava caminho
Vias, becos úmidos, que nada!
Graças a Deus, nunca o vi, que olhos
Luz tão forte, talvez miraria?
Talvez
Talvez miraria...

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