12.04.2013.
Estive pensando hoje enquanto matava a sal grosso 'meus' caramujos um montão de coisas. Entre pensamentos esparsos e rasos, uns profundos e refrequissivos. Tudo embaralhado no subconsciente (quartinho que tenho no cérebro onde tudo se mistura). Daí pensei em escrever uma crônica-miscelânia como um X-TUDO. Coloca ervilha? Coloca! Coloca azeitona? Coloca! Coloca ovo de codorna? Coloca! Coloca uva passas? Coloca! Coloca...
Pensei no termo "letripulista" inventado por Helena Frenzel lá nas Alemanha e pensei sê-lo interessante - tal qual o meu "estripulix marcelix bragaquices" - onde inventei um subgênero marginal de poesia e depois de 500 publicações figurará entre os estilos propostos no "experimental". Já tem uma pubricassão, faltam apenas 499...
Pensei em voltar para dentro de casa e ouvir um pouco de Franck Pourcel e fiquei pensando também nessa minha mania de ouvir música. Nessa, fiz uma viagem no tempo e fui parar na Praça Seca, na casa de Sumiko (uma nissei que estudava literatura com minha mãe e hoje é cidadã sueca). Desperto pela beleza da estante da mesma, comecei a revirar seus vinis (coisa que quando criança eu não fazia na casa de ninguém: mexer nas coisas dos outros, mas nesse dia em meus oito anos - mas precisamente em 1981, não resisti). Entre vários, um me chamou a atenção, tinha uma maça mordida. Coloquei na vitrola enquanto olhava as duas - minha mãe e Sumiko conversando na cozinha - o que eu ouvi? The Beatles. Nunca mais parei de ouvir The Beatles até então e bandas influenciadas pelos mesmos. Sentei-me ao computador e coloquei Paul Mauriat enquanto escrevia, Franck Pourcel está salvo no noutebuque e me deu preguiça de ligá-lo.
Depois então me lembrei da época em que morei em Rondônia... não me pergunte por quê. Sim, morei em Ouro Preto do Oeste e trabalhava em uma empresa de ônibus paranaense. Como meu plantão era de apenas seis horas resolvi terminar o segundo grau naquele supletivo onde se elimina matérias. Consegui bater o recorde do colégio: em dois meses e 20 dias eliminei tudo, tendo problemas apenas com matemática, física e química. No mais posso dizer que essa forma de se fazer o segundo grau não me causa orgulho algum... não me lembro de nada que estudei ali. Como ainda sobrava tempo, ingressei em outra atividade extra-curricular. Arrumei um fornecedor de Goiânia e visitava a casa de todos os companheiros da empresa para vender cuecas e calcinhas... e lá, em Rondônia, meu filho, meu segundo filho aprendeu suas primeiras palavras e minha primeira mulher (tive um filho antes com uma mulher que não era a minha mulher) aprendeu a me dizer suas últimas palavras.
Nesse meio tempo tasquei a mão no pão sírio-libanês, embebedei o mesmo com azeite extra-virgem (tem hífen? deixe eu olhar na garrafa... não, não tem hífen nem é junto... pelo menos em Portugal não) e o comi. Pois bem, voltando ao assunto da miscelânia: lembrei também, ao abrir o congelador para meter umas cervejas para gelar, afinal hoje é sexta-feira, que tenho que levar um galo que matei ontem (está pesando três quilo depois de limpo) ao amigo que trabalha perto de mim lá na feira.
Depois percebi que quando não se tem assunto, a gente inventa e graças à internet ainda aparece gente para ler as bobeiras que a gente escreve (gente toda hora: redundância proposital!).
Pensei no termo "letripulista" inventado por Helena Frenzel lá nas Alemanha e pensei sê-lo interessante - tal qual o meu "estripulix marcelix bragaquices" - onde inventei um subgênero marginal de poesia e depois de 500 publicações figurará entre os estilos propostos no "experimental". Já tem uma pubricassão, faltam apenas 499...
Pensei em voltar para dentro de casa e ouvir um pouco de Franck Pourcel e fiquei pensando também nessa minha mania de ouvir música. Nessa, fiz uma viagem no tempo e fui parar na Praça Seca, na casa de Sumiko (uma nissei que estudava literatura com minha mãe e hoje é cidadã sueca). Desperto pela beleza da estante da mesma, comecei a revirar seus vinis (coisa que quando criança eu não fazia na casa de ninguém: mexer nas coisas dos outros, mas nesse dia em meus oito anos - mas precisamente em 1981, não resisti). Entre vários, um me chamou a atenção, tinha uma maça mordida. Coloquei na vitrola enquanto olhava as duas - minha mãe e Sumiko conversando na cozinha - o que eu ouvi? The Beatles. Nunca mais parei de ouvir The Beatles até então e bandas influenciadas pelos mesmos. Sentei-me ao computador e coloquei Paul Mauriat enquanto escrevia, Franck Pourcel está salvo no noutebuque e me deu preguiça de ligá-lo.
Depois então me lembrei da época em que morei em Rondônia... não me pergunte por quê. Sim, morei em Ouro Preto do Oeste e trabalhava em uma empresa de ônibus paranaense. Como meu plantão era de apenas seis horas resolvi terminar o segundo grau naquele supletivo onde se elimina matérias. Consegui bater o recorde do colégio: em dois meses e 20 dias eliminei tudo, tendo problemas apenas com matemática, física e química. No mais posso dizer que essa forma de se fazer o segundo grau não me causa orgulho algum... não me lembro de nada que estudei ali. Como ainda sobrava tempo, ingressei em outra atividade extra-curricular. Arrumei um fornecedor de Goiânia e visitava a casa de todos os companheiros da empresa para vender cuecas e calcinhas... e lá, em Rondônia, meu filho, meu segundo filho aprendeu suas primeiras palavras e minha primeira mulher (tive um filho antes com uma mulher que não era a minha mulher) aprendeu a me dizer suas últimas palavras.
Nesse meio tempo tasquei a mão no pão sírio-libanês, embebedei o mesmo com azeite extra-virgem (tem hífen? deixe eu olhar na garrafa... não, não tem hífen nem é junto... pelo menos em Portugal não) e o comi. Pois bem, voltando ao assunto da miscelânia: lembrei também, ao abrir o congelador para meter umas cervejas para gelar, afinal hoje é sexta-feira, que tenho que levar um galo que matei ontem (está pesando três quilo depois de limpo) ao amigo que trabalha perto de mim lá na feira.
Depois percebi que quando não se tem assunto, a gente inventa e graças à internet ainda aparece gente para ler as bobeiras que a gente escreve (gente toda hora: redundância proposital!).
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