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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

BRAHMS - JOHANNES BRAHMS

 

06.12.2012.


Não se encontra o óbvio na música de Brahms, ora tem um espírito quase religioso, ora revela sua juventude como pianista nas tabernas de Hamburgo. 

Um compositor visceral, lírico, direto e de grande expressividade romântica.

Contemporâneo e amigo de Schumann, pelo qual, Brahms era considerado um gênio.

Johannes Brahms nasceu em 7 de maio de 1833, no bairro pobre dos marinheiros de Hamburgo, cidade portuária ao norte da Alemanha. Mal afamada cidade na época.

Teve ele aventuras amorosas com cantoras e atrizes, mas jamais se casou. Como toda biografia costuma repetir inverdades, rola uma história que gerou interpretações fantasiosas sobre um suposto triângulo amoroso entre ele e o casal Clara e Schumann, onde de amor platônico por Clara parece não ter passado disso. Depois do suicídio de Robert Schumann, que enlouqueceu e atirou-se no Reno, o jovem Brahms praticamente substitui-o na família Schumann. Cuidou de Clara e dos sete filhos do casal. Quando todos esperavam o anúncio de que se casariam, nada aconteceu. Continuaram íntimos até o final da vida. Clara morreu em 1896 e Brahms no ano seguinte.

Pianista e regente coral em seus últimos 28 anos de vida em Viena. Viena, quase sempre Viena, quando não Paris, na maioria dos casos dos grandes artistas europeus. Será que a Alemanha, berço de 80% dos gênios da música erudita era ainda "bárbara"?

Dizem as más línguas que o mesmo possuía um ótimo humor.

Logo após a morte de Clara, ele padeceu de uma icterícia: câncer no fígado. A doença agravou-se nos primeiros meses de 1897. No dia 3 de abril, Arthur Faber, um amigo, visitou o compositor. Ele estava quase inconsciente, mas ainda pediu vinho. Faber deu-lhe um pouco. "Estava bom. Você é um homem gentil". Foram suas últimas palavras. Duas horas depois morreu.

Sua vida se divide em duas fases criativas:

1ª entre 1850 e 1870 em Hamburgo
2ª entre 1871 e 1890 em Viena

Entre suas mais famosas composições estão Danças Húngaras, que de húngaras pouco tinham, sim ciganas. Em compensação, exibiam o mesmo balanço das valsas, polcas e marchas dos Strauss.

Sinfonia nº 3 em fá maior, opus 90, escrita no verão de 1883, em Wisbaden, é considerada a mais popular de suas quatro sinfonias e a mais curta delas.

Concluindo: Brahms não era um, mas três: o compositor de modelos clássicos, apaixonado pela música do passado, que escrevia música coral, pianística e de câmara de alta qualidade; o grande compositor das sinfonias e dos concertos; e o compositor popular, que seduziu e continua seduzindo multidões com as suas contagiantes Danças Húngaras.


Roberto Minczuk

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