02.08.93.
Lira que me persegue madrugada
Invasora de meu sono inquieto
Nunca por um mínimo suspirável convite
Sussurrado ao menos que fosse
Interpõe-se alta madrugada
Obrigando-me ao louco ofício
Dispendioso ato de esboços “garrantenídeos”
Pedaços de frases no papel
De todo um cárdio a funcionar
Que um dia terá suas cinzas
Por sobre a tumba uma flor
Roubada de algum canteiro desavisado
Nas frias noites eternas
Tamanho estro e insônia
Neblina, orvalho, temporal
O respirar de afagos, fragmentos
De liras que espero ao menos
Imortalizar como vingança
Noites perdidas de estro e insônia
Sombrias e desertas como o cais
Daquele morto e abandonado cais...
Invasora de meu sono inquieto
Nunca por um mínimo suspirável convite
Sussurrado ao menos que fosse
Interpõe-se alta madrugada
Obrigando-me ao louco ofício
Dispendioso ato de esboços “garrantenídeos”
Pedaços de frases no papel
De todo um cárdio a funcionar
Que um dia terá suas cinzas
Por sobre a tumba uma flor
Roubada de algum canteiro desavisado
Nas frias noites eternas
Tamanho estro e insônia
Neblina, orvalho, temporal
O respirar de afagos, fragmentos
De liras que espero ao menos
Imortalizar como vingança
Noites perdidas de estro e insônia
Sombrias e desertas como o cais
Daquele morto e abandonado cais...
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